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MARÇO ABRIL 2021

 Agricultor usa carreta do trator para devolver embalagens pós-consumo em recebimento itinerante

Agricultor usa carreta do trator para devolver embalagens pós-consumo em recebimento itinerante

SISTEMA EM FOCO

Recebimentos itinerantes atendem pequenos agricultores por todo o país

A modalidade está incorporada à rotina de devolução por facilitar ao agricultor cumprir sua obrigação legal

Na nossa região, o recebimento itinerante é fundamental. Recebemos embalagens de 8,5 mil a 9 mil propriedades rurais

Waldir Baccarin

Eles vão de bicicleta, moto, trator ou charrete, mesmo que para devolver apenas poucas embalagens. Pequenos e médios agricultores utilizam os cerca de 4,5 mil recebimentos itinerantes que acontecem durante o ano em todo o Brasil para cumprir sua obrigação legal quanto à devolução das embalagens pós-consumo de defensivos agrícolas. De Norte a Sul do país, a modalidade está cada vez mais presente na rotina dos produtores. E em tempos de pandemia de covid-19, incorporou as medidas preventivas recomendadas pelo inpEV, pelas associações de revendas e cooperativas, e pelas autoridades sanitárias.

 

Recebimento itinerante, promovido pela Adita, no Paraná, atende pequenos e médios agricultores

Recebimento itinerante, promovido pela Adita, no Paraná, atende pequenos e médios agricultores

 

No noroeste do Paraná, onde predominam pequenos e médios agricultores, 80% das 1,7 mil toneladas de embalagens recebidas por ano pelas centrais de Campo Mourão, Maringá e Umuarama são provenientes de recebimentos itinerantes. São mais de 430 ações promovidas por ano pela Adita (Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária), que gerencia as três unidades. “Na nossa região, o recebimento itinerante é fundamental. Recebemos embalagens de 8,5 mil a 9 mil propriedades rurais. O agricultor e o distribuidor estão acostumados e temos uma boa organização para realizar com eficiência. Já conhecemos os produtores, entramos em contato e programamos quanto vão devolver, seja de carroça, bicicleta ou caminhão”, afirma Waldir Baccarin, diretor-executivo da Adita e responsável pelas centrais.

 

 

 

Todos os agricultores da região aparecem para devolver. É uma festa da comunidade

Tatiane Dutra

Tradição e festa

 

Na Bahia, a central de Vitória da Conquista, gerenciada pela Aras (Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários do Sudoeste), realiza cerca de 20 recebimentos itinerantes por ano para atender mais de 40 municípios em um raio de 300 km da unidade. Embora a quantidade recebida represente 10% do total, os recebimentos itinerantes da unidade atendem cerca de 2 mil pequenos agricultores que devolvem uma média de 20 a 30 unidades cada. “Procuramos repetir o calendário para que todos se acostumem com as épocas de devolução. Em Livramento de Nossa Senhora, por exemplo, a iniciativa virou uma tradição, que acontece há 17 anos. Todos os agricultores da região aparecem para devolver. É uma festa da comunidade. As pessoas percorrem uns 10 km e devolvem cerca de 8 toneladas por ano nessa ação”, conta Tatiane Dutra, gerente da central de Vitória da Conquista.

 

 

 

Os recebimentos itinerantes também são essenciais no Distrito Federal para atender agricultores de núcleos rurais. Segundo Guilherme Coelho de Melo, responsável técnico da Aeagro (Associação das Empresas de Agronegócio) e gestor dos postos de Brazlândia e Paranoá, ambos no DF, cerca de 300 pequenos produtores da zona rural em um raio de 80 km de Brasília devolvem 17 toneladas de embalagens por ano nos recebimentos itinerantes. “É uma região de agricultura familiar. Os produtores trazem poucas embalagens, mas têm consciência da importância de devolver. Atendemos gente que vem de moto ou até a pé, trazendo um saco com 3 ou 4 embalagens. Eles ficam muito satisfeitos quando explicamos qual vai ser o destino delas e acabam motivados a voltar sempre”, conta Guilherme.

Os produtores trazem poucas embalagens, mas têm consciência da importância de devolver

Guilherme Coelho de Melo

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